Tudo-Está-Ligado Resenha


Com a chegada de Ofeka à sua vida, Santiago descobriu uma nova razão para sair do seu próprio exílio e recomeçar uma longa jornada de amor e promessas. No entanto, tanto ele quanto essa jovem bancária que lhe caiu de sorte, mal sabiam que os seus caminhos estavam ligados há séculos, desde o tempo dos seus ancestrais, mergulhados num rio de segredos místicos.


Em Tudo-Está-Ligado, Pepetela volta a brindar-nos com o valor do nosso folclore (as nossas crenças, os nossos ritos e tradições) e não deixa de parte o que mais o preocupa: Angola e as suas malambas, uma continuidade das inúmeras questões sobre política, sociedade e o futuro levantadas nos livros A Geração da Utopia, Mayombe, Predadores, entre outros escritos pelo mesmo. Na visão da personagem Santiago, militar reformado das Forças Armadas Angolanas e residente em Benguela, embora o país tenha conhecido momentos significativos com esse avanço vertiginoso das tecnologias e dos ventos do novo tempo, faltam ainda acções mais sólidas e eficazes daqueles que detêm o poder para que os resultados prosperem nos bolsos da maioria esmagadora que vive à margem da pobreza.

Para os leitores (como eu) que
leram os romances Yaka, O quase fim do Mundo, Mwana Pwó e Lueji, ao chegar ao final deste livro, a ideia de que “tudo está ligado” faz tanto sentido, que fica difícil não lacrimejar de emoção por conta das referências.

Tudo-Está-Ligado é um livro nostálgico, engraçado e, ao mesmo tempo, bastante reflexivo. É muito fácil nos conectarmos com os personagens, pois, como angolano, o enredo está recheado pelas nossas vivências, nossas falas, nossos desejos, medos e sonhos.
É um livro muito nosso. É sobre nós!

Vocês já o leram? Deixem a vossa opinião nos comentários.
Boa leitura para quem ainda não leu!

Comentários

Mensagens populares